19.11.09

Abolicionismo Animal

Abolicionismo Animal

Parece estranho, à primeira vista, ligar a palavra “abolicionismo” à palavra “animal”. Abolicionismo no Brasil é um termo ligado sempre à princesa Isabel, ao 13 de maio de 1888 e à Lei Áurea. Até hoje existem formas de escravidão humana no Brasil: em fazendas, no tráfico sexual etc. Tudo fora da lei e reprimido quando descoberto. Mas tudo isso se torna pequeno perto da verdadeira escravidão – legalizada – de nossos tempos.

O que o homem já fez de ruim com escravos humanos não chega perto dos horrores do que fazemos com os animais. Escravos negros trabalhavam forçados em fazendas até o fim do século 19. Apanhavam se desobedeciam ordens. Isso já é ruim o suficiente. Mas esses homens não eram brutalmente mortos para servir de alimento. Não eram obrigados a se exibir em rodeios para bêbados sádicos. Não passavam suas vidas em gaiolas sendo inoculados com doenças para pesquisas médicas. Não tinham a pele arrancada ainda em vida para virar um casaco.

Escravidão é uma palavra fraca para o que fazemos aos animais. Eles estão um degrau abaixo: são objetos. O filósofo René Descartes afirmava no século 17 que animais eram mecanismos que não sentiam dores nem emoções. Hoje sabemos que isso é falso. O que não impede que a gente os trate como geringonças ou pedaços de carne para nosso deleite.
O abolicionismo animal é uma corrente mais recente de pensamento e militância que pretende livrar nossos colegas de fauna da escravidão. O que significa isso? Não comer nenhum produto de origem animal, não usar animais para nossa diversão nem para nossas pesquisas científicas, nem para nossa vestimenta etc.

Isso é justo? É utópico demais? Depende do ponto de vista de cada um. É possível viver sem comer bois, peixes, ovos? Sim, perfeitamente. Podemos viver sem domadores de circos, touradas e farras do boi? Sem a menor dúvida. É possível fazer a pesquisa científica avançar sem experimentos com cobaias animais?

Cientistas costumam dizer que cobaias são absolutamente indispensáveis ao progresso humano. São mesmo? Não seria possível (e muito mais eficaz) realizar esses experimentos com voluntários humanos? Ou incrementar as simulações de experiências por computador? É justo causar sofrimento e morte dos que não têm nada a ver com as doenças que nós mesmos criamos? É justo provocar uma cirrose hepática num chimpanzé para aprender a lidar com nosso alcoolismo?

Em outras áreas a questão fica mais polêmica. Por exemplo: animais expostos num zoológico são escravos? Alguns dizem que sim. Outros consideram que num zôo (desde que tratados com respeito), os animais se tornam “embaixadores” do reino animal. Para que os humanos os conheçam mais de perto e se identifiquem com os demais representantes do reino natural a que todos pertencemos.

Alguns abolicionistas mais “extremistas” acham que até a criação de um cão ou gato em casa é uma forma de escravidão. O que sem dúvida acontece se você mantém seu cachorro acorrentado numa casinha suja para espantar ladrões. Mas o gatinho que dorme ao pé de sua cama é tratado como um filho e pede um carinho de vez em quando é um escravo?

O abolicionismo animal é uma das causas prioritárias do século que se iniciou há tão pouco tempo. Essa causa vai definir nossos parâmetros morais mais básicos e nossas possibilidades de criar uma sociedade realmente civilizada.

Fonte: www.anda.jor.br

andreiadupski    10:16 — Arquivado em: Sem categoria


18.11.09

Por que abolicionistas?

Por que abolicionistas?
por: Giulia Bauab Levai

“Os animais existem por suas próprias razões. Eles não foram feitos para humanos, assim como negros não foram feitos para brancos ou as mulheres para servir aos homens.” (Alice Walker)

A denominação abolicionista, no presente contexto, corresponde à postura daqueles que se opõem à escravidão animal em todas as suas formas. Sabe-se, afinal, que a exploração dos animais é institucionalizada pelo Poder Público e movimenta, mundialmente, poderosas corporações industriais na garantia de interesses econômicos dos mais diversos. Definir o ser humano como espécie superior, que subjuga animais a seu bel-prazer, é prestar uma infeliz homenagem à doutrina antropocêntrica dominante.

Nosso sistema social compactua com a opressão das outras espécies, legitimando a escravização de seres sencientes em meio a um cenário entremeado pela ganância, pela insensibilidade ou pela indiferença humana em relação ao sofrimento alheio. Torna-se o animal-objeto, assim considerado, mera propriedade privada ou recurso destinado à obtenção de determinados fins, sejam eles lícitos ou não. É como se, em nome do poder, triunfassem a espingarda e o chicote sobre as leis morais.

A crueldade humana parece não ter fim. Jaulas, armadilhas, rédeas, gaiolas, esporas, chibatas, correntes, ferro em brasa, granjas, matadouros, arenas e biotérios, dentre outras tantas formas de subjugação animal, tornam-se símbolos da violência humana que se perpetua ao longo dos séculos.

O imperialismo, o especismo, os regimes escravocratas, o classicismo, a exploração, etc., têm uma base comum: o antropocentrismo legitimado pela falácia da sociedade patriarcal. Daí porque a autêntica postura abolicionista revela que um movimento em favor dos direitos animais deve se fundamentar em sólidos postulados éticos, nos princípios essenciais da Justiça e na crítica aos atuais valores humanos. Inserido nesse contexto, o veganismo surge como opção mais coerente para buscar e obter transformações.

O chamado bem-estarismo animal, a exemplo do apartheid, da libertação sexual e do welfare state, não é uma forma de apoiar a luta abolicionista, e sim de silenciar a causa libertadora. Há de se incluir os animais no âmbito de nossas considerações morais, afastando deles o estigma de propriedade ou da pretensa relevância ambiental que possam vir a ter. Os animais, em síntese, merecem ser respeitados enquanto tais, não em função de sua suposta utilidade aos seres humanos.

É preciso enfrentar a raiz do problema, construindo uma sociedade que se assente em fundamentos filosóficos não-opressivos, que, acima de tudo, respeite as outras espécies, independentemente de sua condição ou serventia. Somente assim poderemos acreditar em um mundo mais justo para todos, em que a escravidão – seja ela qual for - esteja completamente abolida.

“Desconfiai do mais trivial, na aparência, singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.” (Bertolt Brecht)

fonte: www.abolicionismoanimal.org.br

andreiadupski    9:06 — Arquivado em: Sem categoria


17.11.09

Doença em vacas leiteiras

Prolapso uterino em vacas leiteiras

Prolapso - s.m. Medicina: Queda de um órgão ou de parte dele, que sai de sua posição natural em conseqüência do relaxamento dos meios de fixação: prolapso do útero.

O prolapso uterino é a saída do útero de sua posição normal com exteriorização total ou parcial. A ruptura dos ligamentos ou artérias pode ou não ocorrer mas, quando ocorre, é mais freqüente nos bovinos. A ocorrência do prolapso uterino está relacionada com a retenção de placenta. Ocorre mais comumente no momento do parto.

Prolapsos podem ocorrer em qualquer espécie animal, no entanto é mais comum em Ruminantes, principalmente em vacas e cabras, sendo mais freqüente em vacas leiteiras.

A vaca pode estar em posição quadrupedal e desconfortável ou em decúbito e em choque. O órgão pode estar edematoso, contaminado e lacerado em diferentes graus. Logo após o prolapso o útero está ainda quente, mas após muito tempo estará frio e pálido.

Pode ocorrer hemorragia devido ruptura das artérias ováricas ou uterinas, entrando o animal em choque.

fonte: www.upis.br

andreiadupski    9:55 — Arquivado em: Sem categoria


16.11.09

Sobre o matadouro de cães e gatos em São Paulo

Sobre o matadouro de cães, é preciso esclarecer que a UIPA se posiciona contra o abate de qualquer espécie de animais.

Milhares de bovinos, suínos e galináceos são mortos, diariamente, sem ao menos terem tido o direito de viver segundo a sua própria natureza. Os métodos de criação intensiva impõem morte precoce depois de uma curta vida em confinamento, dentre toda sorte de condutas cruéis ( a descorna, a debicagem, a marcação a ferro, a castração, e a inseminação artificial, são realizadas por leigos e sem utilização de anestésicos).

E até o caminho para a morte é sofrido ( os animais permanecem em pé, durante toda a longa viagem, para economia de espaço no veículo).

Como descreve Laerte Fernando Levai, na obra ” DIREITO DOS ANIMAIS” ( 2ª ed., SP, Editora Mantiqueira, 2004), “os novilhos precoces, nas fazendas de gado de corte, são afastados de suas mães logo ao nascer e, permanecendo confinados, sozinhos em baias estreitas e escuras, recebem somente alimentação líquida, de forma que não desenvolvam musculatura e se tornem anêmicos. Tal subterfúgio cruel faz com que suas carnes fiquem macias e claras, características muito apreciadas pelos gourmets. Esses pequenos animais, fracos e anêmicos, são conduzidos aos matadouros entre 2 e 6 meses de idade, sendo mortos, geralmente, sem insensibilizaçã

o prévia. Longo sofrimento para tão breve vida, eles morrem sem ter dado um único passo no campo e sem nunca ter visto a luz do sol.”

Carneiros e porcos perdem suas caudas a golpes de faca. Leitoas submetidas à inseminação artificial permanecem acorrentadas, sempre na mesma posição, para garantir a amamentação contínua de filhotes, que com três semanas de vida são separados da mãe , castrados e desdentados a sangue frio, até serem mortos, a golpes de faca, com cinco meses de idade.

Galináceos, que poderiam viver até 15 anos, sobrevivem por algumas semanas e sob regime de confinamento constante, até serem mortos sem právia insensibilização.

Os pintinhos machos são triturados vivos para produção de ração. As aves selecionadas para produção de ovos vivem sob luz intensa e permanente para que se alimentem e coloquem ovos, por todo o tempo.

Por tudo isso, é de se lamentar que a sociedade erga voz apenas contra a morte de espécies de animais pelas quais nutre maior simpatia.

Indignada com a ameaça de importação do péssimo costume coreano, a UIPA ficará atenta e denunciará às autoridades competentes qualquer fato que constitua um indício da prática de abate de cães.

Convém lembrar que a UIPA foi a primeira entidade a se insurgir contra a eliminação da vida de cães e de gatos pelas municipalidades, redigindo o texto da lei estadual paulista, de autoria do Dep. Feliciano Filho, que coíbe o extermínio sistemático desses animais.

Cordialmente,

Vanice Orlandi
Presidente

UIPA - União Internacional Protetora dos Animais
Av. Presidente Castelo Branco, nº 3200 - Canindé - São Paulo/SP - CEP 03036-000
Telefone / fax: (11) 3313-1475 / 3228-1462

http://www.uipa.org.br/portal/

andreiadupski    9:33 — Arquivado em: Sem categoria


3.11.09

O símbolo “V” do Vegetarianismo

Um Símbolo Vegetariano Universal

Vinte anos atrás havia a intenção de lançar um símbolo mundial para o vegetarianismo. William Pick, fundador e Presidente da Sociedade Vegetariana Judaica, tentou espalhar um símbolo vegetariano universal, em 1976.

O Símbolo-V foi criado pelo artista italiano Prof. Bruno Nascimben, (Castenaso) e foi apresentado para uso mundial no Congresso da EVU em 1985, em Cervia, Itália. Muitas sociedades vegetarianas e veganas têm adotado entretanto, e este tornou-se o símbolo vegetariano mais usado no mundo.

O mercado para produtos vegetarianos e alternativas à carne cresce rapidamente, e há uma necessidade óbvia de ajudar os consumidores a identificar estes produtos.

O registo do símbolo começou em 1996 na Suíça, e é usado desde então nos produtos da maior cadeia de supermercados deste país.

A consequência lógica foi ter o símbolo registado em toda a Europa em 1997. O Símbolo-V está registado nos seguintes países: Áustria, Bélgica, Grã-Bretanha, Dinamarca, Luxemburgo, Países Baixos, Finlândia, França, Alemanha, Noruega, Polónia, Portugal, Eslováquia, Espanha, Suíça e muitos outros.

Desde então um longo trabalho tem sido feito para elaborar regras, condições e outras restrições para o uso do símbolo. Um portal com toda a informação acerca do símbolo encontra-se aqui:

www.v-label.info

Fonte:
www.euroveg.eu

andreiadupski    16:36 — Arquivado em: Sem categoria


LEITE: Crueldade não só com o bezerro

Todos os animais mamíferos foram presenteados pela natureza com leite próprio para cada espécie. Por que só a espécie humana se alimenta com o leite de outra espécie?

Se o homem tivesse quatro compartimentos no estômago e precisasse crescer tão rapidamente como o bezerro, talvez tirasse algum proveito deste líquido tão alvo e tão carregado de gordura, mas não é esse o caso.

Não foi à toa que o Ministério da Saúde, numa página do INCA  – Instituto Nacional do Câncer -  alertou que o leite integral e seus derivados se consumidos regularmente durante longos períodos, parecem fornecer o tipo de ambiente que uma célula cancerosa necessita para crescer, se multiplicar e se disseminar. Por possuir muita gordura e alto teor de proteína que conjugada com outras proteínas, pode provocar a perda de cálcio no corpo, ocasionando a osteoporose. O leite que ingerimos vem recheado de fezes, grande fonte de bactérias, que chegam à nossa mesa com milhões de células somáticas (conhecidas como PUS). Na Comunidade Européia e no Canadá só é permitido 400.000.000 de pus por litro, em outros locais não saberia dizer.  É certo que a pasteurização é feita mais de uma vez antes de se chegar à mesa, mas somente 15 segundos por vez e à temperatura de 72ºC, o que gera muita desconfiança, já que a água para ser esterilizada precisa ser fervida a 100ºC por vários minutos!

O conteúdo de colesterol de 3 xícaras de leite é equivalente a 53 fatias de bacon. É uma ilusão considerar o leite de animais um fornecedor de cálcio insubstituível, pois a CASEÍNA, um tipo de proteína do leite, impede que o cálcio seja absorvido pelo organismo humano.

Alguns pediatras apontam a caseína como a principal causa da mucosidade, congestão e dores de ouvido na infância. Com essa mesma CASEÍNA se fabrica uma cola muito forte, que é utilizada na carpintaria e na fixação de rótulos em garrafas. O ser humano, em quase sua totalidade, aos 3 anos de idade já não possui as enzimas necessárias para decompor e digerir o leite que são a RENINA e a LACTASE, daí tantos problemas com o consumo do mesmo  e seus derivados. O leite desnatado ainda é pior para o consumo que o leite integral, não se iludam!

O consumo de leite e seus derivados tem ligação com: bronquite, asma, osteoporose, enfisema, colesterol, alergia ,diabetes, doenças coronárias, neoplasias malignas, problemas respiratórios, problemas de pele, doença de Crohn, prisão de ventre, cefaléias (dores de cabeça) e outros.

Atualmente, uma vaca produz dez vezes mais leite do que sua natureza permitiria, graças aos hormônios que lhe são conferidos.

As vacas são tratadas como máquinas: não tomam sol, não amamentam seus filhotes, e para combater as doenças, vários antibióticos lhe são ministrados além dos pesticidas. Quanto aos bezerros, são retirados de sua mãe com alguns dias de nascidos, não lhes sendo permitido mamar nas tetas da mesma. São confinados em engradados de madeira ou ferro para que não se movimentem e assim produzirem a carne de vitelo, mais uma vez, para a satisfação humana!

Em relação ao cálcio há uma grande disponibilidade do mesmo na natureza, não sendo necessário ao homem participar diretamente de tanta crueldade com nossos irmãos para obtê-lo, inclusive, ao deixar de ingerir o leite de vaca, estamos evitando que vacas leiteiras sejam estupradas e que milhares de bezerros sejam trucidados para a fabricação da carne de vitelo e da salsicha do mesmo, que só irá ao mercado graças aos maus hábitos de milhões de pessoas que ainda insistem em beber o leitinho da vaca como se fossem um bezerro!

Por: Fátima Borges Pereira - Professora de Português e Teatro Infantil, Poetisa, Artista Plástica e Vice-presidente da Ong. DAAJ - Defesa Animal e Ambiental com Apoio Jurídico.
Fontes:
www.notmilk.com/badbones.html
www.taps.org.br
www.nutriveg.com.br/tomou.htm
www.svb.org.br
www.escolhavegan.cjb.net
diplo.uol.com.br/2006-08,a1387

andreiadupski    7:46 — Arquivado em: Sem categoria


28.10.09

1º de Novembro | Dia Mundial Vegano

O dia 1º de Novembro é marcado pelo Dia Mundial Vegano (”World Vegan Day”, em inglês), que é comemorado desde 1994, quando a Vegan Society da Inglaterra comemorou 50 anos de criação.

Veganismo é uma opção de vida de pessoas que por razões éticas (relacionadas ao respeito aos direitos animais) prescindem do uso de qualquer produto de origem animal na sua vida cotidiana.

Simplificando: Um vegano é uma pessoa que não apenas diz que ama os animais.

O que um vegano NÃO faz:

* Um vegano não come nenhum produto de origem animal. Sim, isso inclui frango, peixe, leite, ovos, gelatina, cochonilha (Você sabia que usam esses insetos na sua comida?)…
* Um vegano não usa roupas feitas com couro, peles, lã, seda…
* Um vegano busca boicotar empresas que façam testes com animais.
* Um vegano não vai a circos, zoológico, touradas, rodeios ou qualquer forma de entretenimento que utilize animais.
* Um vegano não compra animais de estimação, afinal, amigos não se compram.

O que um vegano NÃO é:

* Como os direitos animais são uma evolução dos direitos humanos, um vegano não é racista, machista, xenófobo ou homofóbico.
* Um vegano não é um hippie natureba.
* Um vegano não é um neurótico por saúde que fica contando calorias. Veganos não estão “de dieta”.
* Um vegano não é uma pessoa desequilibrada que busca utlizar os animais por ter péssimas relações com outros humanos.

Mas afinal o que os veganos SÃO?

* Os veganos são advogados, médicos, filósofos, antropólogos, biólogos, físicos, engenheiros, designers, estudantes, desempregados, empresários…
* Os veganos são pessoas pacíficas, pois defendem os Direitos Humanos, assim como os Direitos Animais.
* Os veganos podem ter qualquer religião, qualquer credo, qualquer opção sexual, qualquer estilo.
* Os veganos, assim como você, são pessoas muito preocupadas com o aquecimento global, com a violência, com a pobreza, com a falta de empregos e com as crianças de rua.

E o que eles podem fazer?

* Veganos podem comer todos os alimentos de origem vegetal - grãos, cereais, frutas, legumes, verduras - cogumelos e algas.
* Veganos podem comer fast-food, tomar refrí, comprar alimentos industrializados ou mesmo transgênicos. Mas, é claro, veganos adoram discutir essas questões e sempre têm uma opinião formada.
* Veganos podem beber! Ah, a não ser aquela tequila com vermes.
* Veganos podem fazer sexo. (E com uma vantagem: a super dieta afrodisíaca vegana).
* Veganos podem ir ao teatro, parques, museus…
* Veganos podem adotar animais, devem esterilizá-los e dar a eles muito amor e proteção.

Por que devo ser vegano?

A decisão de se tornar vegano não precisa ocorrer da noite para o dia (é ótimo quando ocorre): ela pode começar com uma possibilidade, ir amadurecendo e enfim se concretizar.

Se quero assumir uma postura de respeito aos animais, não há outro caminho. Assim, a decisão de se tornar vegano começa com uma tomada de consciência: é moralmente errado explorar os animais (independentemente de se com ou sem dor).

Tornamo-nos veganos quando nos damos conta de que é errado pensar e agir como se os animais fossem nossa propriedade. Onde se legitimaria esse pressuposto de que animais são produtos a nosso dispor?

Devo ser vegano se entender que é uma obrigação moral não usar os animais, sendo assim o veganismo a única opção ética de quem se deu conta de que os animais não nos pertencem.

Uma pequena introdução aos Direitos Animais

* Animais não-humanos também sentem dor, possuindo todos os mecanismos biológicos para tanto e a expressam de forma muito
* Animais não-humanos sentem stress da mesma forma que nós quando privados de sua liberdade, e em geral, animais em seu meio ambiente necessitam de grandes espaços para se locomover, caçar, voar, nadar, montar tocas e criar suas famílias.
* Animais não-humanos também gostam de conforto.
* Grande parte dos animais não-humanos também possuem famílias, e muitos dão tanto valor à estas quanto nós. A privação decorrente da separação de mães e filhos é extremamente dolorosa para eles.
* Animais também gostam de trabalhar e são extremamente engenhosos, basta ver o joão-de-barro, as formigas e o incrível trabalho do castor.
* Animais também gostam de se comunicar. Apesar de não compreendermos, a comunicação não é feita apenas pela linguagem humana. Golfinhos são capazes de dar nomes à seus semelhantes.
* Animais também gostam de pensar e de jogar. Para os animais carnívoros, a caça é um jogo que os une. Porcos são capazes de operar joysticks. Gorilas e chimpanzes são capazes de se comunicar via linguagem de sinais.
* Animais também dão valor às suas vidas e são capazes de sofrer e lutar muito para mantê-las.
* Animais também são capazes de amar.

Fonte:
http://www.gaepoa.org/site/index.php?m=Materia&id=6
http://www.gaepoa.org/site/index.php?m=Materia&id=7

* O termo “vegan” foi criado em 1944 por Donald Watson, na Inglaterra. Ele e outros vegetarianos verdadeiros discordaram da Vegetarian Society no que se referia à definição de vegetarianismo (de acordo com a entidade, haveria possibilidade de vegetarianos consumirem alguns produtos de origem animal, tais como ovos, leite, mel e outros produtos). Dessa forma eles pegaram a palavra vegetarian e a alteraram: VEGetariAN. Surgia assim a Vegan Society.
A palavra vegan (pronuncia-se vígan) foi utilizada em português até a virada do milênio, quando passou-se a utilizar sua forma aportuguesada: vegano, vegana, veganismo.

* Vegetariano - adj (veget(al)+ar3+i+ano2) Relativo à alimentação exclusivamente vegetal. sm Partidário da alimentação exclusivamente vegetal. Fonte: Dicionário Michaelis

andreiadupski    13:26 — Arquivado em: Sem categoria


26.10.09

Perguntas e respostas

A evolução naturalmente nos colocou no topo da cadeia alimentar
E por “cadeia alimentar” entenda-se qualquer cadeia de supermercados onde nós, os predadores, vamos caçar nosso alimento armados de cédulas, cheques ou cartões de crédito. Bem naturalmente.

Animais matam outros animais para comer
É verdade. Coisa mais linda é ver no National Geographic Channel os leões manejando suas criações de impalas, inseminando-os artificialmente, dando vacina e hormônio. Ou os macacos da Amazônia, superinteligentes, abrindo a floresta pra fazer pasto pro gado: tem coisa mais comovente?

O ser humano é onívoro

Todos sabem que devemos obviamente comer de tudo: Carniça, bambu, água-viva, cocô, baconzitos, plástico.

Então não podemos também comer as plantas
Isso mesmo, e devemos lembrar de outras lutas importantes: não criar o trigo em confinamento; não separar os filhotes de alface da mãe logo após o nascimento; não impedir a vida social das maçãs. E nem me fale da crueldade dos casacos de pele de feijão e dos circos de brócolis amestrados.

Mas e as crianças?
Vão bem, obrigado.

Se “tudo” tem vida, então a preservação apenas da vida animal é hipócrita ou ignorante
Logo só temos duas opções: ou preservamos a vida onde quer que ela se manifeste ou assumimos de uma vez que podemos acabar com ela sempre que desejarmos. Em outras palavras, você escolhe entre viver de luz ou matar quem quer que atrapalhe seu caminho. Tomar um antibiótico é uma atitude moralmente equivalente a estourar os miolos daquele espertinho que fura a fila do cinema. Quer dizer, quase, né?: o antibiótico mata muito mais vida.

Simplesmente não consigo parar de comer carne
Eu também simplesmente não consigo parar de olhar para as suas carnes, benzinho!

Os direitos animais são apenas mais uma invenção humana
Em contrapartida, o churrasco só pode mesmo ter sido inventado por Deus. Ou pela estátua do Laçador.

Precisamos de proteína e cálcio

Sim, e só há proteína nas carnes e só há cálcio no leite. E também só há uma verdade nutricional, justamente aquela referendada pelos produtores de carne e a indústria de laticínios.

Comer carne é uma tradição cultural que deve ser mantida
Pode crer: aqui na caverna da minha família, nos orgulhamos de manter a fogueira ininterruptamente acesa há uns 50 mil anos. O fogo, além de calor, fornece uma boa iluminação. Amanhã devo acabar a pintura de mais um bisão. Vai ficar lindo de morrer.

O estilo de vida vegano é muito radical
Não é? Pense bem: a própria pessoa racionalmente se responsabilizar pela sua dieta e seus hábitos de vida levando em consideração o impacto que causa aos outros e ao meio é praticamente um rafting, um bungee jumping, um rapel no Salto Ángel. Gente louca.

Deus criou os animais para que nos servissem de alimento e vestuário
Exatamente como demonstrado por Charles Darwin.

Defensores dos direitos animais são caga-regras mal-humorados
Ô pessoalzinho chato! Se levam tão a sério e são tão insuportáveis quanto os defensores dos direitos humanos. Mas não me entenda mal: é evidente que sou a favor dos direitos humanos. Pra humanos direitos, é claro

Maria de Nazareth Agra Hassen
www.gaepoa.org
andreiadupski    16:37 — Arquivado em: Sem categoria


20.10.09

Receita de Leites Vegetais

Leite de Amêndoas

12 a 20 amêndoas sem pele, já hidratadas.
1 copo (200ml) de água de fonte ou mineral.
Como fazer:
Bata as amêndoas com a água, no liqüidificador.

Leite de Amêndoas Morno

Meia colher de café de suco de gengibre ralado;
1 colher(de café) de canela em pó;
Melado ou açúcar mascavo.
Como fazer:
Misture bem, todos os ingredientes, e e os aqueça em fogo muito brando, por poucos segundos.

Leite de Arroz Integral ou outros Cereais

Cozinhe bem o arroz integral ou outro cereal; aveia, trigo ou cevada.
Bata no liquidificador e coe em seguida. Essa pasta deve ser mantida na geladeira, em recipiente fechado.
No preparo da mamadeira, use 3 colheres de sopa ( ou mais, conforme o apetite da criança) dessa pasta, misturada com água morna ou chá fresco de ervas naturais.
Como opção, pode-se adoçar. Nesse caso, empregue açúcar mascavo de boa procedência e se possível de cultivo orgânico. A frutose talvez seja mas suave para um bebê.
De acordo com a experiência e intuição, pode-se misturar um ou outro dos leites vegetais apresentados nesta obra.

Leite de Aveia

Pôr de molho a quantia desejada de aveia, no dobro em água, em recipiente de louça ou vidro.
Após 2 horas, bater no liq. Coe num pano. Pode pôr mais água, se ficar engrossado.

Leite de Brotos de Soja (Moyashi)

½ xícara de brotos de feijão-soja (moyashi);
1 copo (200ml) de água de fonte ou mineral.
Como fazer:
Bata os moyashis com a água, no liquidificador, e coe.

Leite de Castanhas-do-Pará

Itens:
1 colher de sopa de aveia,
1 xícara de castanhas-do-Pará,
1 litro de água fervente.
Modo de fazer:
Antes, dilua a aveia em água fria. Leve-a para ferver. Espere esfriar um pouco e bata no liquid., com as castanhas.
Coe num pano ou peneira fina. Ponha 1 pitada de sal. Adoce com melado.

Leite de Coco

Ralar um coco (não use nada de alumínio) e o deixar ferver com água por 40 minutos.
Mexa um pouco, com colher de pau e então bata por 5 minutos no liquidificador.
Coe com um pano de algodão bem limpo.
Rico em proteínas, saboroso, ótimo para doces e sem os aditivos químicos do similar engarrafado.

Leite de Gergelim

¼ xícara de semente de gergelim germinado ou hidratado;
1 copo (200ml) de água de fonte ou mineral.
Como fazer:
Bata as sementes com a água, no liquidificador. Em seguida, coe.

Leite de Girassol

½ xícara de semente de girassol germinada ou hidratada (que ficou de molho em água);
1 copo (200ml) de água de fonte ou mineral.
Como fazer:
Bata as sementes, com água, no liquidificador e coe.

Leite de Soja (Extrato)

Dissolvem-se, geralmente, 2 colheres de sopa do extrato solúvel de soja, em pó, à venda no comércio (ver a validade), em 1 litro de água.

Leite de Soja (dos grãos)
Do livro A Cura e a Saúde pelos Alimentos - Dr. Ernst Schneider.

Ingredientes:
2 xícaras de soja em grão;
2 litros de água.
Modo de fazer:
1. Selecionar a soja e lavar bem com várias águas.
2. Deixar de molho durante 8 a 12 horas.
3. Descascar o grão:
a) Eliminar a água em que os grãos ficaram de molho.
b) Pôr os grãos num pano de prato ou saquinho.
c) Apertar as pontas do pano e fazer movimentos fortes, ou passar sobre o pano e grãos o rolo de abrir massas, várias vezes, com força.
d) Embaixo de água corrente, numa vasilha grande, apertar com os dedos e ir trocando a água até o grão ficar plenamente limpo.
4. Bater os grãos limpos no liquidificador com 1 litro de água e levar tudo para cozinhar, em um caldeirão grande. Incluir outro litro de água.
Mexer sempre.
Ferver lento, durante 35 minutos, a contar do início da ebulição. Depois que iníciou a fervura, coloque um pratinho de porcelana no fundo da panela. Assim não grudará.
5. Desligar o fogo e deixar esfriar.
6. Coar em seguida, empregando um pano de malha aberta, torcendo a trouxa que se forma.
7. Completar juntando água necessária, de jeito a se obterem, no fim, 2 litros de leite de soja.
Esse leite pode ser armazenado na geladeira por vários dias. Para melhorar o sabor do leite, incluir um pouquinho de sal, baunilha ou canela em pau.
O resíduo, ou massa de soja que sobrou, conhecido também como okara, pode ser armazenado na geladeira em saco plástico até uma semana ou mais, podendo ser usado em pratos doces ou salgados.
O leite de soja pode ser usado para trocar o leite comum em:
bolos, papas, mingaus, cremes, pães, biscoitos, canjica, arroz -doce ou até como coalhada, iogurte, queijo, requeijão.

Leite de Uva
(O suco natural, sem aditivos nem adoçado)

O suco de uva tem um açúcar natural, formado por glicose e frutose, assimilável sem esforço pelos órgãos da digestão. Possui mais calorias que o leite de vaca e a sua análise demonstra enorme semelhança com o leite materno.
Excelente para casos de anemia, fraqueza, convalescença,febre, doenças, em geral. É alcalinizante do sangue, acelera o metabolismo e estimula as funções hepáticas.
Quase todas as marcas mais conhecidas têm aditivos químicos e açúcar refinado ou industrial. Por enquanto só dá para indicar as marcas “Superbom” e, talvez, o “Rossoni”.
O ideal seria que não fossem pasteurizados, porém crus e frescos e feitos de uvas sem química. (Difícil, mas não impossível.)

Extraído do Guia Vegano: www.guiavegano.com.br

andreiadupski    14:48 — Arquivado em: Sem categoria


Vegetusiano, vegetariano ou vegano?

Questão de ética por Sônia T. Felipe

Ética, dietas e conceitos

Vegetusiano, vegetariano ou vegano? Qual a diferença? Se perguntarmos a qualquer pessoa na rua o que lembra a palavra “vegetariano”, a maioria vai responder que essa palavra designa uma pessoa que não come nada de animais. Se perguntarmos o que quer dizer “vegano”, poucas são as pessoas que conhecem o termo. E raras são as que conhecem a distorção deliberada que os “vegetarianos tradicionais” fizeram do conceito por detrás do termo. Ouvimos dos “vegetarianos” que ingerem laticínios, ovos, mel e qualquer derivado de secreções glandulares de fêmeas de outras espécies, que a palavra deriva do latim, vegetus, cujo significado é vigoroso.

Se fosse verdade que a palavra inglesa vegetarian derivasse do latim, conforme querem os “ovo-lacto-api-vegetarianos” conservadores, a palavra não poderia ter sido escrita desse modo, deveria ser: vegetusian. Em português deveria ser, então, vegetusiano. Leite e ovos não dão em árvores, nem são extraídos do solo. São extraídos do corpo de fêmeas de outras espécies.

Se os vegetarianos conservadores de fato estivessem a nomear sua escolha com base no conceito latino, derivado da palavra vegetus, deveriam dizer-se vegetusianos, deixando a palavra vegetariano, que foi sequestrada por eles para designar falsamente sua dieta, repleta de produtos de origem animal. Que pena! Poderíamos agora ter mais transparência ética na designação do tipo de dieta adotada pelos ovo-lacto-api-vegetarianos.

Os que não adotam uma dieta pensando apenas em se tornar vigorosos, e sim em erradicar de seu prato qualquer comida que resulte da exploração de animais, teriam então o termo correto para se autodesignar: vegetarianos, isto é, os que comem exclusivamente alimentos de origem vegetal.

Quando os vegetusianos usam a palavra vegetariano para designar seu “estilo” alimentar, cometem um erro. Fazem passar sua escolha pelo que de fato ela não é. Vegetarianos deveriam ser somente os que se alimentam exclusivamente de produtos de origem vegetal. Vegetusianos deveriam ser aqueles que adotam uma dieta com o intuito de se tornarem fortes, vigorosos. Para os vegetusianos a questão do sofrimento e morte dos animais é menos relevante. A maioria deles até topa participar de debates em defesa dos animais, mas seu propósito é divulgar o vegetusianismo, ainda que usando a palavra vegetarianismo. Isso confunde as pessoas.

O fundador da primeira sociedade britânica vegana, Donald Watson, denunciou em 1944 o engodo dos vegetarianos que passavam ao público a ideia de que a palavra vegetarian derivaria do latim vegetus. Segundo Watson, os “vegetarianos” assim procedem porque não conseguem explicar para as pessoas o uso do termo vegetariano para designar sua dieta, quando ela contém ovo, leite, mel e derivados destes.

Para não ter de explicar que eram vegetarianos só numa parte do conteúdo de seu prato, os conservadores inventaram essa história de que o termo vegetariano deriva do latim vegetus.  Cometem um erro grosseiro, pois basta olhar o termo vegetus para ver que dali não dá para derivar vegetariano e sim vegetusiano. Uma acrobacia tem de ser feita com as letras, para escrever vegetariano como se derivasse de vegetus. Essa acrobacia devemos aos conservadores ovo-lacto-api-vegetusianos.

Uma lástima. Por sorte, após anos de insatisfação por ter de explicar para as pessoas que era vegetariano estrito, autêntico, que só comia coisas do reino vegetal, que não ingeria laticínios, nem ovos, nem mel, Donald Watson, juntamente com Elsie Shrigley e outros cinco vegetarianos estritos, fundaram a primeira sociedade vegana na Inglaterra [cf. Joanne Stepaniak, The Vegan Sourcebook]. Desde então temos esses dois termos, vegetariano e vegano, para distinguir quem come coisas de origem animal e quem não as come.

Para além da alimentação, veganos têm uma díaita, do grego, “modo de vida”, que escolhe a abstenção de todo e qualquer produto de origem animal, não apenas na hora de comer, mas também na hora da higiene pessoal, da limpeza da casa, dos acessórios de moda, dos cosméticos, dos medicamentos. Obviamente, viver um projeto de vida vegana em meio à ditadura da propriedade, exploração e extermínio de animais não é algo que possa ser concretizado de forma pura. Por isso, para ser vegano é preciso, além da honestidade com o uso do termo quando explica a outras pessoas o que a distingue das demais em seu modo de vida, muita determinação e lucidez, para desfazer, uma a uma, as pregas, dobras, rugas e os vincos da moralidade tradicional traiçoeira, ardilosa, que nos enredou nessa forma de vida que representa puro tormento para os animais.

Veganos são vegetarianos no sentido autêntico do termo. “Vegetarianos tradicionais” são vegetusianos. Sua preocupação não é com o sofrimento e morte dos animais, é apenas com seu próprio vigor. E aí, mais uma vez, erram. Ingerir laticínios é a fonte da maior parte das doenças degenerativas e crônicas do nosso tempo. Seria bom antenar-se para o sentido original do termo vegetus, que tanto dizem seguir: buscar o vigor. Ingerindo laticínios não estão apenas a torturar fêmeas bovinas, estão a produzir em seus organismos muitos males. [cf. Frank A. Oski, Don’t Drink Your Milk!; Neal Barnard, Breaking the Food Seduction; e Foods That Fight Pain; John A. McDougall, Digestive Tune-up; Caldwell B. Esselstyn, Prevent and Reverse Heart Disease; Jane A. Plant, The No-Dairy Breast Cancer Prevention Program; T. Colin Campbell e Thomas M. Campbel II, The China Study; Keith Woodford, Devil in The Milk; Robert Cohen, Milk–the Deadly Poison]. A única saída para a saúde e vigor, sem violência contra fêmeas de outras espécies, é a díaita vegana. Abandonem a inocência, vegetusianos!

fonte: www.anda.jor.br

andreiadupski    10:53 — Arquivado em: Sem categoria
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